Contam os antigos rituais
Que Xangô foi rei e um belo dia
De Obatalá seu pai
Poderoso encanto recebia
Oyá dama prendada de riqueza
Ofertava todo seu calor
Roubando do encanto e da nobreza
Contrariou a tradição do amor
Xangô ôô ôô
Xangô ôô ôô
Valei-me meu pai, valei-me Xangô
Valei-me meu pai, valei-me Xangô
Oyó o reino da beleza
Tendo em Xangô o seu senhor
Que já cansado com certeza
O solo em moradia transformou
E hoje como herança
Cabeções canta em seu louvor
Aganju, Kao, Airá
Baiani, Afonjá e Agodô
Um bambaquerê
Um bambabará
Oi no bangulê
Deixa o corpo se arrastar.
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