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::.. CARNAVAL 2004 - S.A.S. FALCÃO DO MORRO ITAQUERENSE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  23/02/2004
Ordem de entrada:  6
Enredo:  São Paulo Terra de Gente Boa
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  3 - Leste
Classificação:  9º
Pontuação Total:  86,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  não consta
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  José Virgínio Paulino
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Wagnão
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO

COMPOSITORES

COMPOSITORES: André Muniz/ Gonçalo/ Roni/ Rogério/ Bebeto/ Rodolfo/ Fábio

 

Sou Tupinambá sou agressivo sou hostil

E vou defender dos Portugueses a riqueza do Brasil

Ajudado por João Ramalho

Índia Batira e Tibiriçá

Cobiçando novas terras Martim Afonso

começa a explorar

Serra do Mar, vou escalar

José de Anchieta e Manuel da Nóbrega catequizar

 

Os curumins entram na dança está em festa

Vem falcão que a hora é essa

Nessa aldeia eu sou feliz vou vivendo assim

 

Lembrança de um passado de Gloria (fez história)

Que a mão divina abençoou, ficou marcado (na memória)

O tempo foi passando, revolucionando (oh! Meu Brasil)

Lavouras, o negro chegou, Lei Áurea ele se libertou

Sai a monarquia, entra o presidencialismo

Em 64 a ditadura militar

O povo paulistano tem destaque no cenário nacional

Diretas Já

 

A festa começou, nosso canto ecoou

São Paulo terra de gente boa

Um grito anunciou Falcão do Morro chegou

Abençoado pela terra da garoa.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autores: Herny Domingues e Wagner Colzatto

 

"Deu um humilde e acanhado povoado, que parecia que não iria crescer, São Paulo de Piratininga se torna o berço da Capitania e da Independência do Brasil, rumo ao progresso!" Com a data oficializada em 22 de abril de 1500, Portugal não mede esforços para ocupar o território da colônia Brasil, com um único objetivo de extrair suas riquezas, mas não contavam com bravos, agressivos e hostis nativos da terra dos Índios Tupinambás.

Em suas explorações, os portugueses fundam a primeira Vila, que denominaram de Vila de São Vicente. João Ramalho um português, casado com a índia Bartira, e junto ao cacique Tibiriçá seu sogro, auxiliaram Martin Afonso de Souza a escalar a "Serra do Mar", em busca de novas terras, e para isso contaram com um grupo de padres da "Companhia de Jesus" da qual faziam parte os missionários religiosos José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, para evangelização e catequização dos índios.

Ao chegarem no topo da serra, depararam com o Planalto de Piratininga, rodeado pela Mata Atlântica, local privilegiado em excelente topografia, e com ares frios e temperados, como os de Espanha, a terra era sadia, fresca, e de boas águas e por situar-se no alto da colina, era perfeita para a segurança contra os ataques de índios que viviam às margens dos ribeirões Tamanduateí e Anhangabaú e mais ao norte Anhembi.

Neste planalto José de Anchieta e Manoel da Nóbrega fundaram em 25 de janeiro de 1554 o Colégio dos Jesuítas, dando assim o início de um novo povoado com o nome de São Paulo de Piratininga. Neste mesmo ano começaram as primeiras construções de casas de taipas e em 1556 foi inaugurado o Pátio do Colégio, que é considerado um dos grandes símbolos históricos da cidade.

O crescimento do povoado de São Paulo de Piratininga foi lento, só em 1558 foi elevado à categoria de Vila e em 1711 se tornou uma cidade. Até a metade do século XVIII, São Paulo foi o quartel general das "Entradas e Bandeiras", que rumavam pelos sertões em busca dos índios hostis, para trabalho escravo na lavoura; e por minérios, abrindo assim novos caminhos (que hoje são importantes vias do nosso sistema rodoviário, como Fernão Dias, Bartolomeu Bueno (Anhanguera), Raposo Tavares, entre outros), colaborando decisivamente com a ampliação do território brasileiro a sul e sudoeste, e diretamente para o extermínio das nações indígenas que se opunham ao progresso.

A tentativa de escravizar os índios para a lavoura fora em vão, havia necessidade de substituí-la, vindo assim o trabalho escravo do negro, que se intensificou em 1860 pelo crescimento da produção cafeeira que começava a ter grande importância no Brasil imperial, fazendo com que o tráfego de escravos negros aumentasse, e assim cada vez mais eram trazidos para São Paulo.

Em nossos dias podemos observar que a influência dos nomes indígenas permanecem em várias regiões, e nós paulistas e paulistanos falamos a língua Tupi como por exemplo: Jabaquara, Higienópolis, Ipiranga, Pacaembu, Morumbi, Anhembi, Ibirapuera, Anhangabaú, Tietê, Tamanduateí e Itaquera (em 1556, em busca a mais aldeias indígenas para catequização os padres José de Anchieta e Padre Manoel da Nóbrega, rumando ao leste da cidade de São Paulo de Piratininga, chegaram numa área com uma extensa bacia cortada por dois ribeirões e uma imensa floresta, acharam o local privilegiado, surpresos pela imensidão de terra, indagaram aos índios lá instalados o nome do local, eles responderam que era "Ita Aquer", que em Tupi significa "pedra de dormir, ou pedra adormecida" (Somente em 1890 com o ciclo do café, esta região começou a ser povoada).

Já no fim deste século o sistema colonial estava em declínio e o mundo passava por diversas transformações, e a relação entre a Coroa e a Colônia não andavam bem, crises políticas de cunho social e econômico se intensificavam, culminando em 7 de setembro de 1822 com o "Grito do Ipiranga" dito bravamente por D. Pedro I e rodeado pelos Dragões da Independência, que ecoou bravamente dentro da chácara do coronel João de Castro do Canto e Mello, pai da Marquesa de Santos, hoje Parque da Independência; o Brasil deixa de ser a velha colônia e se torna um país, e São Paulo, palco da liberdade, passa a ser uma importante Província, dando início ao seu desenvolvimento e reestruturação; no centro da cidade as ruas e praças são pavimentadas, que já naquela época tinham problemas com o escoamento de águas pluviais, o sistema de iluminação é implantado com os lampiões a base de azeite (1829), é criada a Academia de Direito no Largo de São Francisco em 1828.

Correção da Luz (Cadeia Pública-1852). Os nós da região eram muito aproveitados como lugares de lazer e para a prática de esportes como o remo e a natação. O Rio Tietê e o Tamanduateí em 1830 são aproveitados para a navegação e a cidade de São Paulo possuía um porto denominado Porto Geral, hoje ladeira Porto Geral onde se encontra o Mercado Municipal.

No fim do século XIX e daí para frente, a cidade de São Paulo não parou mais de crescer, a mão do homem negro foi libertada pela Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel. Em 1870 a economia brasileira começa a passar por rápidas transformações, a monarquia brasileira se enfraquece politicamente e em 1889 chega a Proclamação da República, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento da cidade de São Paulo uma vez que ela era mais receptiva as transformações. No período de 1880 à 1890 dá-se o início da imigração de italianos para as plantações de café e nas primeiras indústrias, o comércio começa a se agigantar com a chegada dos espanhóis, portugueses, judeus e japoneses, está instalada a fase de progresso do gigante que não pode adormecer. As ruas já passam por transformações, alguns nomes são trocados, os bairros que pareciam distantes começam a ficar mais próximos do centro antigo.

A economia brasileira no período de 1904 à 1930 tem um surto industrial fantástico, acelerando o crescimento da industrialização, em São Paulo ao meio dessa euforia, surge o movimento modernista em 1922 com a Semana da Arte Moderna, no Teatro Municipal, um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas e intelectuais internacionais, na verdade representou um marco, verdadeiro ponto de inflexão no modo de ver e escrever sobre o Brasil. Lá estiveram o poeta Ronald de Carvalho, os escritores Oswald e Mário de Andrade, a intérprete Guiomar Novaes, o músico Villa-Lobos e Graça Aranha, as pintoras Anita Malfati e Tarsila do Amaral entre tantos.

Mudam-se as leis, troca-se o regime imperial, sai a monarquia e entra o presidencialismo e num salto quântico estamos vivendo o sistema da ditadura da Era Vargas, que foi um período longo e difícil e marcante para São Paulo, os conflitos entre elite e governo federal resultaram na morte de quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC) que protestavam contra o regime de Vargas, culminando da Revolução Constitucionalista de 9 de julho de 1932, a cidade se transformou num campo de guerra, onde passou a ser conhecida como "a terra de gigantes", esse movimento foi derrotado porém floresceu as instituições científicas e educacionais.

Mas São Paulo não pára de crescer, são construídos grandes edifícios (Martinelli-1934 e Itália-1956), Universidades (São Paulo-1934), Avenidas (Rebouças-1935 e Nove de Julho-1941), Viadutos (Chá-1938), Estádios (Pacaembu-1938), Parques (Ibirapuera-1933), Aeroportos (Congonhas-1936), Hipódromo (Jóquei Clube-1941), Empresas (Transportes/CMTC-1946 e Automobilística-1956) e em 1950 a sede do governo é transferida para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi.

No ano de 1964 instala-se o regime da ditadura militar, e é em 1970 que a cidade passou a ter suas principais atividades econômicas relacionadas com a prestação de serviço. Em 1965 é viabilizado a construção do metrô e em 1966 é inaugurado o Shopping Iguatemi, em 1971 o elevado Costa e Silva e em 1984, na Praça da Sé, ocorreu a maior manifestação a favor da democracia livre e transparente a "Diretas Já". E a migração se intensifica, se faz necessário, pois a cidade se torna o centro econômico-financeiro do país e definitivamente a locomotiva que impulsiona o Brasil. E é neste ritmo que o trabalho da mão de obra nordestina (que aqui devemos aplaudir, agradecer e tirar o chapéu), foi fundamental e decisiva. Contudo esse progresso tem seu preço, grandes favelas são formadas, grandes problemas são enfrentados (moradia, saneamento básico, saúde, higiene, vias públicas, educação, violência, poluição, corrupção, desemprego e mais a saturação populacional faz com que famílias se transfiram para debaixo dos viadutos...

Mas de um pequeno, acanhado e desprezado povoado, por seus esforços vira Vila de Piratininga, que se enche de coragem e bravura e torna a cidade, essa por sua vez se agiganta, luta, protesta, revoluciona, lidera, trabalha, acolhe e conquista a todos tornando-se a grande Metrópole e hoje uma Megalópole.

Parabéns São Paulo da Garoa! São Paulo de Terra Boa! São Paulo de todas as raças! São Paulo terra de gente boa!

 

FANTASIAS


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