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Lembro, ainda menino
Ouvia um apito à beira do cais
Fui o capitão da brincadeira
Nos trapiches de madeira
Não esqueço jamais
Cheiro de café misturado à maresia
Em cada manhã a cidade sorria
Terra de grandes barões
Destino de tantas nações
A irmandade a prosperar
ESTIVADORES COM BRILHO NO olhar
Aos pés de um dom divino, o povo coroou
Na “Vila”, o rei da bola se consagrou
Ô Inaê, senhora do mar
Odoyá, mamãe sereia
no balanço das águas de Iemanjá
Abre OS caminhos... vou navegar
Na madrugada, a neblina revelou
Segredos do velho armazém
Entre sacas e sombras
o mistério assombrou
E o medo se espalhou
De geração em geração
No vai e vem do novo cais
Inovação transforma os terminais
No Valongo a memória volta a sorrir
Hoje o mundo inteiro se encontra aqui
O grande orgulho da cidade
Meu Porto é o destino da felicidade
Embarcar no navio da Jovem eu vou
Na imensidão azul de amor
Onde o meu coração escolheu aportar
E fez de Santos o nosso lugar.
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