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Vaqueirada me chamou, vou bater caixa de guerra
Vaqueirada me chamou, vou bater caixa de guerra
A Dom Bosco encantada ninguém segura
Quero ver desafiar o meu boi solto na rua
Senhora dona da casa, dá licença pra contar
A magia que encanta as matracas ao luar
Ele é forte destemido, baiou no brasil
Desejo de catirina, sacrifício que surgiu
Touro negro do guaré, desafio por amor
Na peleja da vida, vibra o couro do tambor
Cicatrizes nas campinas, esperança sem dor
É memória ancestral... (ancestral)
Todo bem venceu o mal
(Ê boi, ê boi...)
Ê Boi... no suor dos guajajaras
No batuque proibido, resistência é toada
Ê ê ê boi... Ê boi da cara preta
O vaqueiro encantado não tem medo de careta
Partiu meu cazumbá
No arraiá é soberano
Brinquedo de criança
Na chegança, meu boi de pano
Dança o sagrado pelo tempo
E acende o segredo no céu feito fogueira
Engerando a paixão No coração
quando o bicho vira estrela
Pega na cara do boi
Cuida pra não escapar
Quem tem fé agarra ele
Quem não tem que vá pra lá.
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