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E laiá e laiá!
Sou de Arerê, boto pra quebrar
Laiá, laiá!
Canta meu povo o samba já vai começar
Eu desci o morro pra contar a minha história
De pé descalço cheguei "Em Cima da Hora"
Carrego sonhos nesse trem, vou por aí
A fé em Deus conduz o meu caminho
Iemanjá ilumina esse menino
Na voz o dom e a vontade de cantar
Não tem vela, não tem vento
Que leve o meu barco desse mar
Outra vez o samba me chamou
Barra Funda que me consagrou
Encaixe perfeito, medida exata
Assim como o vinho e a taça
Oyá! É a força da fé que carrega nosso viver
Ewá! É a luz que me guia em cada amanhecer
O meu pagode tocou forte no país
Fez dessa terra lugar de gente feliz
Chora! Chora de felicidade
O brilho no olhar da comunidade
Retrato cantado dessa trajetória
Pra finalizar, resumindo essa história
Sou o príncipe negro, sambista imortal
Prazer Reinaldo, valeu Dragões da Real
Firma o batuque, sou o rei desse terreiro
Kaô Xangô! O teu filho é partideiro
Toca pandeiro, tamborim e marcação
Meu pagode é batido na palma da mão.
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