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De Oyó veio a pedra sagrada
Seu povo, seu rito, sua força ancestral
Na Barroquinha firmou morada
Terreiro sagrado fundamental
Mãe Senhora a três fez consagrar
Com dendê, com tambor, com fé no olhar
No Ilê Axé Opô Afonjá
Sentinelas da cultura pra nos guiar
Obá, Obá! Kaô, meu pai Xangô
Alabê tocou, Alujá soou
O Saracura se tornou
O Rio Vermelho lá de Salvador
Caymmi bordou no violão
O mar, a rede, a canção de Iemanjá
Na jangada da saudade, a voz cheia de fé
A Bahia se banhou no candomblé
Carybé riscou no chão
O corpo do povo em dança de orixá
No traço das ladeiras, no giro do terreiro
A mão do gênio fez o sagrado clarear
Jorge Amado abriu seu livro-terreiro
Fez do Pelô liberdade e memória
Gabriela, Tieta, Dona Flor
Pedro Bala em luta, Jubiabá em glória
Obá, Obá! Kaô, meu pai Xangô
Caymmi cantou, Carybé pintou
Jorge Amado eternizou
A Mãe Bahia de São Salvador.
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