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Nasce assim, do batuque ancestral a criação
Vive em mim, uma raiz que não se arranca
Aprendi que existe o medo, mas a coragem virá
Quando o Samba Kalunga, meu nome chamar
Naveguei, atravessei o sofrimento
Me embrenhei, meu destino mata a dentro
Chego em mocambo-macaco, minha luta não foi vã
Planto a semente que vai florecer o amanhã
Ê, kaitumbá dandalunda
Gerei Ganga Zumba, Fiz Abayomi
Ê, Sou a realeza, sou ouro e beleza
Inspirei Zumbi
Sou eu, a ventania de matamba a soprar
Eu sou, a brasa viva que do céu vem libertar
A flecha certeira sem medo de errar
Na dança e na ginga, na furia...
Sou malunga, preta resistência
(A força pra seguir)...
Kizomba da Nenê no anhembi
A liberdade, tem corpo e tem voz
Quilombo, resiste em nós
Sou Vila Matilde, águia altaneira
De Palmares sou herdeira.
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