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No canto ancestral
uma nova era brilhou
A força do povo africano o Reino levantou
Na terra sagrada nasceu o grande império
No sopro do tempo ressurge esse mistério
Em M’Banza o saber floresceu na tradição
Bakongo é bravura defendendo a nação
No trono do Congo a ancestralidade é lei
A concha suprema coroando o grande rei
É a força que domina terra, fogo e mar
O símbolo sagrado que ninguém pode apagar
A ambição cruzou o mar... Tentaram levar
Mas a força do Congo ninguém vai calar
Guerra e traição feriram o poder
Quem renega a N’Kodya tá fadado a perder
A batalha escureceu o Reino de valor
Mas a chama da memória resistiu à dor
Se o império caiu no tempo, a fé permaneceu
Na diáspora do povo a esperança renasceu
A travessia de dor fez o tambor ecoar
No búzio que fala o tempo veio escutar
Na força do Orixá o axé resistiu
O opressor tentou calar... mas nunca conseguiu
Vem na mão da Mãe Preta, no terreiro de axé
Na Umbanda sagrada a força da nossa fé
Bate cabeça meu povo, deixa o corpo girar
São Lucas é quilombo ancestral a desfilar
Ecoa tambor! Meu Galo é raiz, é herança
No ventre do mundo São Lucas renova esperança
É o poder da N’Kodya reinando no meu coração
A con"cha sagrada conduz meu pavilhão.
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