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Vem ver, vem ver, vem ver
Meu carnaval foi escolhido pra contar
História e muitos segredos
Na trajetória do meu Rio Pinheiros
Aldeias se formaram em suas margens
Dos jesuítas colonização
Eldorado, bandeirante, sonho e sedução
Reduto de negros fugitivos, quilombos eram abrigos
Devido à densa mata do lugar
As olarias, esporte e lazer
Obra de Deus que dava tudo pra você
Se liga São Paulo na evolução... que ambição
É tristeza no meu coração... a Traição
Cidade Jardim e a Marginal
Pra burguesia apreciar o visual
Emerge no leito do rio um lamento de dor
Da deusa Oxum clamando o amor
As águas do grande Universo
Que a Zona Norte canta em prosa e verso
Ó Rio Pinheiros sua flora pobre
Divina flor em suas margens nos olhai
Despoluir em uma luta contra o tempo
E retornar a fauna em poucos carnavais
Agora é só parar pra pensar
As águas rolam e a X-9 vai passar
Hoje o chão tremeu, e lá vou eu
Meu Rio Pinheiros é pintura numa tela
Gira baiana meu amor, a bateria é show
Com a X-9 amanhecendo a passarela.
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