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Ô Mae, te encontrei em poesia
Menina, que o céu predestinou
A alma lavada em ternos rituais
Herdeira da força dos seus ancestrais
Na pele, a cor da luta e do valor…
Nos caminhos da vida
É resistencia a opressão
Salve o samba em “Oswaldo Cruz e Madureira”
O amor surgiu no “Morro de Mangueira”
E um Carvalho...
Que fez flor desabrochar
Nos braços da fé, Quelémentina
Hoje A tua luz me ilumina
Morada em festa é de enlouquece
Ô Clementina, Cade Você?
Iya Quele ayaba
Teu canto é forte! É oração…
“Cangoma já me chamou
Levanta negro o cativeiro já acabou”
Atabaques anunciam
Que a rainha vai chegar!
Quem vem la!? Quem vem lá!?
É Clementina! Vai vadiar, vai vadiar, vai vadiar…
Junto com ela toda força Baronil
Pra mostrar que a negritude
É o retrato do brasil
Quelé mulher guerreira
Abencoa minha mocidade
Estendo o tapete do samba
A Rainha que é a voz da igualdade.
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