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A vela que jamais se apagará
O verso eternizado em poesia
Forjado em Africanidade
A águia altaneira é quem me guia
Portela
NINHO DE SAMBISTAS IMORTAIS
Espalha pelo chão de Madureira
Raízes dos nossos ancestrais
Eu sou flecha que acertou o feitor
Um eloquente mensageiro que anuncia
Quilombola tem lugar na academia
Tem ladainha, tem batuque e benzimento
no terreiro, Axé
Faca no prato, mão no chão, perna no vento, capoeira
Orixá de candomblé
Moderno griot
Preto, imponente diplomado que cantou
Na universidade o verso fez revolução
Cultura, resistência e tradição
Punho cerrado, segue vivo o manifesto popular
Legado que ninguém pode apagar
Assim entrego ao povo minha parte
Em forma de arte
Sentado em trono de rei, um violão a tocar
DE QUALQUER MANEIRA meu encanto vou cantar
O mar serenou, sereia
Tem samba no mar, mareia
Abre a roda que o samba chegou agora
Quem é de sambar, é hora Bate na palma da mão
Sou partideiro rei da chama que incendeia
Pirata Negro Lavapés Eu sou Candeia.
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