::.. CARNAVAL 1998 - G.R.C.B. CAPRICHOSOS DO PIQUERI................................
FICHA TÉCNICA
Data:  23/02/1998
Ordem de entrada:  6
Enredo:  Espelho, Espelho Meu: Quem Sou Eu?
Carnavalesco:  Toninho e Biro
Grupo:  BLOCOS - Especial
Classificação:  4º
Pontuação Total:  174,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  Antonio Carlos da Silva
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Coca
Intérprete:  Edson Barbosa
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

CAPRICHOSOS DO PIQUERI
COMPOSITORES: EDSON BARBOSA/ CARLINHOS BARBOSA/ SANDRO DO CAVACO

 

TUDO O QUE EU VOU CONTAR

É MILENAR

VEM DE NOSSOS ANCESTRAIS

E OS CAPRICHOSOS

DE UMA FORMA COLORIDA

TRAZ ALEGRIA FAZ FELIZ A NOSSA VIDA

ESPELHO MEU

QUEM SOU EU? QUEM EU SOU?

SERÁ QUE SOU XAMÃ?

SERÁ QUE SOU PAJÉ?

SOU CURANDEIRO

SOU ATÉ UM FARAÓ

NO ORIENTE

A DANÇA DO BEM CONTRA O MAL

A FESTA DOS DEUSES

QUIMERA TUDO EM ALTO ASTRAL

NO BERÇO DO TEATRO

A TRAGÉDIA E A COMÉDIA

LÁ EM VENEZA LINDO CARNAVAL

 

VEM, VEM, VEM, VOCÊ PODE SER

PIERRÔ E COLOMBINA

ARLEQUIM TAMBÉM

EU SOU A MÁSCARA NO ANHEMBI

SOU LUA ROXA

EU SOU PIQUERI.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor:

 

INTRODUÇÃO

Tendo Deus feito o homem a sua imagem, criou os anjos para auxiliá-lo na criação do mundo.

E segundo se sabe, eram a própria luz da criação e não tinham face. Tomou-se então emprestada como máscara o rosto do homem.

ROSTO FAZ O HOMEM

Através da expressão dos olhos, da boca e da face tornam-se exteriorizados nossos sentimentos. Neles estão contidos individualmente o que diferencia um homem na multidão. Quem pretende manter-se incógnito oculta seu rosto. Mas as máscaras podem também servir para que as pessoas renunciem por algum tempo a sua própria personalidade e passem a viver personagens simbolizados pelas máscaras. Assim era com as máscaras usadas pelos atores antigos, e também como aquelas utilizadas para personificar deuses.

UM SEGUNDO ROSTO

Você já imaginou um homem sem rosto?

Ou que suas feições fossem escondidas e nós não pudéssemos ver o rosto, o sorriso, as expressões faciais?

Tudo referente a ele se tornaria mistério. Entre alguns povos, como os atuais melanésios e os antigos Etnucos, certos deuses eram representados sem rosto. São deuses velados ou incognoscíveis. Quando um homem cobre seu rosto, sua intenção pode ser a de preservar em sigilo sua identidade. Mas o ato também tem um significado mais profundo e simbólico.

Retirar das pessoas suas características particulares, igualando a um grupo, a instituição ou uma coisa. Do sacerdote primitivo que com a máscara passa a encarar os espíritos, o ator se torna um personagem, a máscara sempre despersonaliza e generaliza.

No berço da civilização (África), as tribos tinham como elo de ligação a religião, dando origem posteriormente ao candomblé. Eles já usavam pintados como máscara e os utilizavam em seus rituais de dança.

Não conheço as causas reais dos fenômenos da natureza, doenças, germinação de plantas, das chuvas, etc. E não sabendo, por isso, como beneficiar-se deles ou contorná-los, os primitivos lhes atribuem como causa mistérios antes superiores. Todo bem e todo mal eram obras dos espíritos. E só há uma maneira de controlar a natureza: apelar para os espíritos.

A relação com o mundo oculto dos espíritos se faz através da magia, das técnicas destinadas a abrir a porta para "o outro mundo". Os especialistas - pajés, xamãs, curandeiros - baseiam-se na simpatia.

A magia simpática é aquela em que a coisa a ser controlada, como doenças, morte, germinação, animal de caça, chuva e etc. É substituída pela sua imagem. Faz um boneco parecido com o inimigo e furam-lhe os olhos, para cegá-los. Desenha-se um animal a ser caçado e golpeia-se o desenho, pretendendo, com isso, aumentar o sucesso da caça. O pajé coloca a máscara que representa o espírito da chuva e debruça-se sobre a terra, o espírito da doença esperando em torno do paciente, depois afasta-se esperando que a doença se vá.

A máscara na magia é a despersonalização do curandeiro que se transforma em coisas, objetos, plantas, espinhos e demônios.

No cerimonial fúnebre, as máscaras passaporte representadas pelos Faraós Egípcios, Reis Incas e Astecas e nobres de vários outros povos, utilizavam na tentativa de manter integridade durante a viagem ao reino divino.

A máscara na representação. Chegamos à Grécia, o berço do teatro com suas máscaras de guerra e os dramas de arena, a tragédia e a comédia. Na Itália, da Idade Média ao Renascimento, os teatros intolerantes da comédia Del'Arte, mostravam, pequenos dramas em que os atores utilizavam diversas máscaras para caracterizar os personagens. Neste período surgem também os mímicos que maquiavam o próprio rosto para ajudá-lo em suas apresentações. Carnaval consolida-se na Europa, nas ruas e nos salões. O carnaval de Veneza fica célebre, no Brasil, os corsos, todos fantasiados de Colombinas e Arlequins em sua maioria, saindo em verdadeiras balbúrdias pelas ruas e avenidas da cidade do Rio de Janeiro.

Em nosso dia-a-dia, convivemos com a máscara da indiferença que pode levar o mundo ao verdadeiro caos, a da alegria eterna dos palhaços, a bondade e a maldade, a máscara do cinema com os heróis e vilões na TV, nas histórias em quadrinhos, e no trabalho, a máscara dá proteção.

Para finalizar o enredo, a esperança do nosso Brasil nos caras pintadas de hoje, que proporcionam alegrias.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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