::.. CARNAVAL 1998 - G.R.C.E.S. RAIZ DA ZONA SUL................................
FICHA TÉCNICA
Data:  23/02/1998
Ordem de entrada:  10
Enredo:  Eita Ceará Pai D'égua
Carnavalesco:  Augusto de Oliveira
Grupo:  1A
Classificação:  6º
Pontuação Total:  197,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  José Antonio de Sousa Ramon
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Wagner
Intérprete:  Edson Sorriso
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

RAIZ DA ZONA SUL
COMPOSITORES: EDSON SORRISO/ TARCÍSIO/ WAGNER

 

CARTÃO POSTAL DESSE PAÍS

CENÁRIO DE RIQUEZAS CULTURAIS

BANHADA PELO SOL, FONTES NATURAIS, VERDES MARES

CONTRACENANDO A TRISTEZA E A DOR

ENTROU PRA HISTÓRIA

COM O LEGENDÁRIO DRAGÃO DO MAR

QUE FEZ A LIBERDADE ECOAR

BRILHAR, BRILHOU, SUA IDÉIA CLAREOU

O NEGRO CANTA LIBERDADE JÁ RAIOU

UM ABRAÇO FORTE PELO MUNDO SE ESPALHOU

O CEARENSE NA SUA LUTA NÃO DEU TRÉGUA

 

EITA CAERÁ PAI D'ÉGUA

 

OH! IRACEMA DOS LÁBIOS DE MEL

ME DÁ UM BEIJO, ME LEVA PRO CÉU

MULHER RENDEIRA, SE A JANGADA VAI PRO MAR

É LUA CHEIA, EU QUERO TE NAMORAR

 

DANDO TOM À ALEGRIA

NA TELINHA DA TV

O PROFESSOR NA ESCOLINHA

AS TRAPALHADAS DO DIDI

A GALERA FAZ SORRIR

TEM POESIA TAMBÉM, ACORDES PELO AR

VEM COMIGO BALANÇAR

 

NO BALANÇO EU VOU QUE VOU

VOU SORRINDO MEU AMOR

NESSA EXPLOSÃO DE ALEGRIA

ZONA SUL EU SEI QUE SOU

VIM DE LÁ E TÔ FELIZ... SOU RAIZ.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Augusto de Oliveira

 

INTRODUÇÃO

"Eita Ceará Pai D'Égua" é uma expressão com sabor folclórico "Tudo que existe entre o povo, mantido oralmente pela tradição é folclore", é um velho modismo cearense vindo de longas datas divulgado com persistência em todo o Brasil por cearenses que vivem além de suas fronteiras.

O enredo pois é um visão do Ceará no tempo e no espaço ressaltando sem dúvida o espírito alegre deste povo. É também uma forma de tornar conhecidos fatos pitorescos que tão bem exemplificam este espírito, ressaltando a figura dos grandes humoristas tão conhecidos do povo brasileiro, para que assim tenhamos um desfile altamente bem humorado, alegre pois é assim que é o povo do Ceará.

PARTE I - A HISTÓRIA

Há vestígios, através de inscrições deixadas em rochas e grutas de alguns municípios cearenses. Lá existem grandes pedras com inscrições fenícias da época do Rei Hirão I que viveu no tempo do Rei Davi.

A história do Ceará é um poema de dores, porque a vida dos cearenses é um martírio de três séculos, martírio imenso que se adensa na desgraça dos tempos calamitosos, e se condensa na superlativa intensidade dos maiores sofrimentos.

Mas depois do poema de dor, vem o poema da glória, depois das angústias do sofrimento a epopéia da liberdade, depois da palavra do martírio, a consagração do heroísmo. A glória do povo cearense é cair como mártir e levantar-se como herói.

O Ceará fez sua entrada oficial na história do Brasil em 1603. Naquele ano Pero Coelho de Souza, nobre açoriano residente na Paraíba, obteve de Diogo de Botelho, a patente de capitão-mor, a fim de iniciar a colonização do Ceará, colonização esta que por vários motivos fracassou.

Para proceder nova tentativa de colonização, foi escolhido o jovem e bravo Capitão Soares Moreno em 1612. Em 1613 Soares partiu ficando apenas a sua imagem de corajoso guerreiro da história romântica de Iracema.

PARTE II - CEARÁ "TERRA DA LUZ"

Francisco José do Nascimento, o legendário "Dragão do Mar", despregando todos os riscos e ameaças, lançou o brado corajoso, "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos", e desde então (30 de agosto de 1881), tornou-se praticamente impossível o trânsito de escravos nos portos do Ceará.

Entre as glórias que enfeitam o nome do Ceará, avulta a de ter sido a primeira província brasileira a libertar os seus escravos.

O povo cearense redimiu os seus escravos sem ter antes perguntado a D. Pedro II, se a coroa aprovaria ou condenaria o seu gesto redentor. Foi isso a 25 de março de 1884 e mais de 32.000 negros receberam a dádiva da liberdade.

PARTE III - TERRA DOS VERDES MARES

O Ceará, como todas as terras de legendas, cheias de tradições e encantamento possui um livro simbólico "Iracema" de José de Alencar.

E o mar, como para a obra de Alencar, representa para o cearense, principalmente o da capital, a vida, a bravura, o trabalho e muitas vezes o refúgio. Assim escreveu Alencar.

"Verdes mares que brilhais como líquida esmeraldas aos raios do sol nascente; serenai verdes mares, e alisai docentemente a vaga impetuosa para que o barco aventureiro, manso resvale a flor das águas; realmente é verde e bravio o mar do Ceará.

"Não há de certo. Não há como as praias do Ceará".

PARTE IV - TEM CEARENSE EM TODO MUNDO

Dizem que existe mais cearense pelo mundo afora do que no Ceará. Dizem também, que se conhece cearense logo de longe, pela fala gritante, pelo jeitão de andar, pelo modo de rir, pelos gestos expansivos e pela alegria comunicativa.

Considerados nômades, chamados de judeus brasileiros os cearenses tornaram-se força de trabalho e desenvolvimento em várias partes do mundo, apesar de que sempre retornam a terra máter.

Um fato pitoresco conta que até na lua, quando o astronauta americano chegou já se deparou com um cearense, fincando no solo lunar a bandeira do Brasil.

Falar do Ceará é falar de um povo alegre, cômico, algumas vezes até mesmo moleque, exemplo disso são os inúmeros atores (humoristas) cearenses que hoje são sucesso em todo o Brasil.

O mais importante a ressaltar é que lá no Ceará todo o povo carrega consigo um pouco deste espírito humorístico, por isso nosso tributo a alegria deste povo.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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