::.. CARNAVAL 1998 - G.R.C.E.S. SÓ VOU SE VOCÊ FOR................................
FICHA TÉCNICA
Data:  22/02/1998
Ordem de entrada:  5
Enredo:  Clara Guerreira
Carnavalesco:  Fabio Parra
Grupo:  3 - Oeste
Classificação:  1º
Pontuação Total:  98,5
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  não consta
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  não consta
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO

SÓ VOU SE VOCÊ FOR
COMPOSITORES: NILSINHO/ NEGO JUSTO/ LELLO

 

Oyá, oyeô

Nosso canto está no ar

Com CLARA, a grande GUERREIRA

Só Vou Se Você For

Na avenida vai brilhar

 

Cantando as aventuras

Seguiu o seu destino

De MINAS foi menina

ao samba se entregou

Unindo as TRÊS RAÇAS

Num canto de AMOR

O BRASIL te abraçou

E foi, na AQUARELA dessa vida

Viu a PORTELA mais bonita

Batia forte o CORAÇÃO

DE ROSAS E RENDAS a mulher faceira

Ergueu ali sua BANDEIRA

De onde o samba entoou

 

SALVE O SAMBA, SALVE A SANTA, SALVE ELA

E TOCA A VIOLA QUE ELA QUER SAMBAR

 

ô, ô

ERA UM PEITO CHEIO DE PROMESSA e muito mais

Onde a guerreira revelava sua fé

Em símbolos celestiais

Valeu OGUM, YEMANJÁ

IANSÃ, XANGÔ, OBATALÁ

OXOSSI, GBALÊ E ODUDUWÁ

 

BEIRA-MAR CHAMOU (Chamou, chamou)

e o GALO CANTOU (cantou, cantou)

Clara Nunes foi embora

E o seu samba eternizou.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Fábio Parra

 

O G.R.C.E.S. Só Vou Se Você For pede licença à Oyá Iansã Gbalê e Ogum Beira Mar para render, em forma de poesia, uma homenagem à Clara Nunes. E a noite há de nos emprestar as estrelas bordadas de praia para recebermos a guerreira Clarinha, filha de Angola, de Keto e Nagô.

Mulher faceira, morena de Angola, que um dia, enfeitada de rosas e rendas, abriu seu sorriso de moça e pediu pra cantar as aventuras, as esperanças, o folclore e toda a malícia do povo brasileiro: o canto das três raças!

A mistura das três raças resultou num folclore riquíssimo, onde a viola de penedo toca ponteado. É na Feira de Mangaio, entre fumos de rolo, quitutes, artesanatos e frutas do nordeste tem um sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar. Foi lá que a guerreira que veio de Minas trazendo ouro em pó conheceu a baiana boa, que gosta de samba, gosta da roda e diz que é bamba.

Era um peito só, cheio de promessa. Era só...

Era um peito cheio de promessa e um canto cheio de devoção: nos orixás, nas forças da natureza e na esperança da chegada do Menino-Deus. Anunciava o Juízo Final, onde uma chuva de prata do céu ia descer, fazendo com que toda a maldade, as pragas e os homens de mau desaparecessem nas cinzas de um carnaval.

Ah, Carnaval que corre nas nossas veias. E a nossa guerreira era apaixonada pela Escola da Águia, o Rio de Samba que já passou em tantas vidas, a maravilha de aquarela que surgiu: a Portela. E nada como ter uma escola de coração, onde podemos enxugar o pranto provocado por alguém de um coração leviano.

Mas aconteceu um dia... o galo cantou às quatro da manhã e o céu azulou na linha do mar. Clarinha foi-se embora desse mundo de ilusão. Voltou para os braços de Oyá.

Foi Beira-Mar, foi Beira-Mar quem chamou... e lá se foi ela, na cadência do novo som Ijexá dos Filhos de Ghandi.

É nesse canto de saudade que vamos trazer um pedacinho da arte de Clara Nunes para a passarela, sambando até o sapato furar.

Salve o samba!

Salve a Santa

Salve Ela

E toca a viola que ela quer sambar!

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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