::.. CARNAVAL 1995 - G.R.E.S. UNIÃO IMPERIAL................................
FICHA TÉCNICA
Data:  27/02/1995
Ordem de entrada:  4
Enredo:  É Hoje, Maravilhoso Vendaval
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  Especial de Bairros
Classificação:  8º
Pontuação Total:  265,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  não consta
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  não consta
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITOR: DONI

 

CHEGOU A HORA

É HOJE O DIA

EXPLODE A ALEGRIA

VOU EMBALAR, NUM MARAVILHOSO VENDAVAL

ÔÔ, O POVO VESTE A FANTASIA

ESQUECENDO O DIA A DIA

E OS PROBLEMAS SOCIAIS

DESCE O MORRO EM HARMONIA

CANTANDO A MELODIA

OUTRA VEZ É CARNAVAL

 

DAMAS ENGALANADAS

JOVENS LINDAS ASSANHADAS

BAIANAS COM GINGADO SEM IGUAL

 

DESCENDENTES DE SENHORES

DE FEITORES E ESCRAVOS HUMILHADOS

 

ABRE-SE A CORTINA

E VEM PRA AVENIDA

E ESQUECE O PASSADO

 

EM VERDE, VERMELHO E BRANCO

AO SOM DESSA BATERIA

SOU IMPERIAL QUE ALEGRIA.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autora: Pedro Henrique

 

É Hoje: Cores e luzes enfeitam a cidade, e na grande Avenida o espaço está aberto para que por lá passem o atavismo popular refeito em canto e dança, e escorra a alegria represada durante um ano inteiro. Dos morros, por entre os barracos e vielas estreitas, salpicadas de poças e pobreza, vão descendo damas engalanadas, nobres com tricomios emplumados e peitilhos de renda cara, cavalheiros de ternos bem cortados, bengala e chapéu coco, baianas de imensas sais e jovens com mínimos trajes, purpurinizados deixando à mostra formas insuspeitas, contida até à véspera. Parece uma visão surrealista que vai tomando definição e forma pouco a pouco. O estivador de ontem, hoje é um personagem vivo que varou uma das páginas de nossa história. A lavadeira, de diálogo íntimo com a bacia, a água e a bica, surge com elegância num figurino que lhe redime a tristeza e o desconforto. E lá vão eles carregando o destino comum de ser povo, e mais que isto, de ser guardião e intérprete desta criação do povo, nascida da necessidade de expressar a variada gama de sentimentos, vividos e acumulados.

É Hoje: Pelos elevadores dos bairros urbanos, vão descendo escravos, índios e figuras de nossa mitologia mestiça, adornados com drapeados, e contas brilhantes, escondendo o sisudo gerente de empresa ou a conformada funcionária pública. Vão todos, e eles também são povo, ao encontro das descendências, sob o signo do mágico momento, contar cantando, na grande Avenida, fragmentos do imenso mosaico que vêm sendo montado há quase quatro séculos.

É hoje: Vermelho, verde e branco, vermelho e branco, verde e branco, e outras combinações cromáticas juntam-se e intercruzam-se pela cidade inteira em direção à concentração, lugar onde as escolas de samba se armam e partem para o desfile que configura o instante maior, ansiosamente esperado, para o qual nenhum esforço, nenhum sacrifício, é suficientemente grande para não ser pedido ou feito. A emoção é absoluta, total. São milhares de pessoas que vão realizar o milagre do espetáculo sem ensaio nem régisseur. O autor do enredo, aquele que dá forma e visual à escola, o carnavalesco, ordena as alas, os destaques e as alegorias, de acordo com a seqüência do que ele pretende mostrar. A bateria já começa a tocar, esquentando músculos e couros, os passistas tentam os primeiros passos, a porta-bandeira dá alguns giros testando o peso da fantasia e o mastro. De repente, ali o terreiro da Casa Grande, onde os Congos dançavam; o adro da Igreja onde os reis negros eram coroados; o quintal de uma tia baiana, onde os primeiros bambas começaram tudo. Descendentes de senhores irascíveis, de feitores insensíveis e de escravos humilhados, aí estão com o coração pulsando na mesma batida do surdo, sacramentando a identidade comum que o samba avaliza. É possível que não se ouça, porque se sente, o grito que ecoa pelos tempos afora:

É Hoje!

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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