Carnaval Paulistano
Topo do site Carnaval Paulistano

 

::.. CARNAVAL 2012 - G.R.C.S.E.S. ÁGUIA DE OURO................................
FICHA TÉCNICA
Data:  18/02/2012
Ordem de entrada:  4
Enredo:  Tropicália da paz e do amor. O movimento que não acabou
Carnavalesco:  Cláudio Cavalcante - "Cebola"
Grupo:  Especial
Classificação:  12º
Pontuação Total:  158,6
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  Sidnei Carrioulo Antonio
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Juca
Intérprete:  Serginho do Porto
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  Valesca Popozuda
Mestre-Sala:  David Sabiá
Porta-bandeira:  Fernanda Love
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO
AO VIVO DA AVENIDA

Samba Enredo
Compositores: JAIRO/ FERNANDO SALES/ TADEU/ RODRIGUES

 

BRASIL, OH PÁTRIA AMADA
TERRA ABENÇOADA DE ENCANTOS MIL
SUA NATUREZA É DIVINAL
PARAÍSO DE BELEZA TROPICAL
A BEIRA MAR A BOSSA NOVA NASCEU
GUITARRAS A TOCAR, COMO INSPIRAÇÃO
PRA JOVEM GUARDA E O ROCK EM APOGEU (APOGEU)
COM CAETANO E GIL, A TROPICÁLIA SURGIU
EM LIBERDADE DE EXPRESSÃO
"CAMINHANDO CONTRA O VENTO"
AO NOVO TEMPO SEM REPRESSÃO

NO AR, ECOAM NOTAS MUSICAIS
PRA ETERNIZAR, GRANDES FESTIVAIS
E OS TALENTOS, O POVO CONSAGROU
E A MUSICA EMBALOU


SUCESSO NO CINEMA
TERRA EM TRANSE NA TELA
A ARTE A MODA EM POEMA
NO TEATRO, "O REI DA VELA"
BATE TAMBOR NO IÊ IÊ IÊ PRO POVO BALANÇAR
O CALDEIRÃO A FERVER DE CULTURA POPULAR
A NAVE LOUCA PARTIU A DOR FOI DEMAIS
NA LUTA OS SEUS IDEAIS (IDEAIS)
MAS, CHACRINHA TROPICALISTA IMORTAL
RECEBE OS NOVOS BAIANOS NO PLANETA CARNAVAL

ÁGUIA DE OURO ETERNA PAIXÃO
O TESOURO QUE GUARDO NO MEU CORAÇÃO
NO SWING DA POMPÉIA EU VOU
NA TROPICÁLIA DA PAZ E DO AMOR

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Cláudio Cavalcante (Cebola)

Sinopse

A tropicália ou movimento tropicalista foi um movimento cultural que surgiu sob a influência de diversas correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e internacional. Neste carnaval, a águia de ouro e a tropicália irradiam juntas suas magias.

A tropicália que surgiu de um país de natureza linda, de belezas infinitas, do sincretismo religioso e de uma grande miscigenação do folclore brasileiro e do povo tupiniquin, tupinambás, bumbaie-iê, batmacumba, bossa nova ou rock and roll, iracema e até canibais.

A tropicália sobreviveu e fez do movimento um instrumento de conscientização das massas contra a ditadura. a paz e o amor prevaleceu. O Brasil dos grandes festivais música popular brasleira, multitropicalismo em terras tropicais, em geléia geral, brasil tropical e outros parangolés... como dizia o poeta no seu cordel imaginário, tropicalismo a alegoria é a prova dos nove... um poeta desfolha a bandeira... pindorama, país do futuro: samba... carnaval... águia de ouro formando a grande geléia geral brasileira.

Na despedida, espaçonaves guerrilhas, a tropicália da paz e do amor! o movimento que não acabou e trouxe para outros carnavais as influências poéticas e ritmicas de um novo povo e uma nova tropicália. viva a tropicália!

Desenvolvimento

1º setor – país tropical
O país tropical, de araras e bananas não se curva diante da influência cultural de outras nações e, com seu poder de criação e inspiração, reage ao que lhe é imposto. neste carro, a visão carnavalesca dos momentos que marcaram um período importante da história do brasil é marcada por ícones da natureza exuberante do país tropical, do sicretismo religioso, ritmos e que fizeram parte do desenvolvimento da cultura de um movimento chamado tropicália.

2º setor – antropofagia e tropicália: devoção ou devoração
A antropofagia oswaldiana é o pensamento da devoração crítica do legado cultural universal. elaborado não a partir da perspectiva submissa e reconciliadora do bom-selvagem, mas segundo o ponto de vista desabusado do mau-selvagem, devorador de brancos.
a tropicália como estética reafirma a força da música popular como lugar de afirmação do outro, ou sua devoração, caldeirão multi-cultural que buscava através da alegoria das “imagens primitivas do brasil”, inserí-lo no cosmopolitismo do pobre. a alegoria como caminho necessário para transformar a alegria, o luto em luta, negando a busca da nacionalidade como valor essencialista, substantivo, e a arte tropicalista como instrumento de conscientização das massas, colocando a paz e o amor na guerra contra a ditadura militar.
devoração antropofágica. ditadura criada para impedir este país de copular a sua realidade e inverter nossa história.

3º setor – tropicália: os grandes festivais da música popular brasileira
Na década de 1960, o brasil vivia uma grande efervescência cultural da qual uma das pontas de lança era a música. foi nesse período de otimismo que foram criados os festivais da música popular brasileira.
alguns festivais foram marcantes, como o festival de 1967 que ousou desafinar “o bom tom” da música brasileira, predominante na época. com instrumentos acústicos e letras engajadas. gil apresentou “questão de ordem” ao lado dos beat boys com seu visual black power e guitarras elétricas. caetano trouxe “é proibido proibir” junto com os mutantes.
em 1968, tom zé defendeu “são paulo meu amor”. os mutantes concorreram com “2001” de tom zé e rita lee. mas, naquele ano, a grande revelação do festival foi gal costa que defendeu com maestria “divino maravilhoso”.
por meio dos festivais, a tropicália ganhou uma grande força no cenário da música brasileira e fez com que seus membros também alcançassem visibilidade.

4º setor – multitropicalismo
Resultado da conexão de jovens artistas da bahia, fonte da cultura afro-brasileira, com intelectuais de são paulo, o tropicalismo alcançou as imagens do cinema, da televisão, nas experiências sensoriais, nas performances dos artistas de rua e no teatro. o tropicalismo de caetano veloso encontra o cinema moderno e aponta “terra em transe” como uma das obras na origem mítica da tropicália. hélio oiticica dialóga nas artes plásticas com as influências da tropicália.
é essa relação entre procedimentos de linguagem que pode construir um fio condutor capaz de aproximar de forma produtiva, tropicalista a chanchada, cinema novo, cinema marginal, televisão, o teatro, artes plásticas... criando um multitropicalismo plural reivindicado em obras como a peça “o rei da vela”, os filmes o “bandido da luz vermelha” de rogério sganzerla; “macunaína” de walter lima, entre outros.
este impulso kitch que levou o tropicalismo musical a se aproximar da poesia concreta, do teatro oficina, da literatura moderna e do cinema, firmando a tropicália no movimento tropicalista que efervesceu no país da década de 1960.

5º setor – nave louca “a despedida”
Tropicália o movimento não acabou. surge a nova tropicália sofrendo as consequências dos punhos fortes da ditadura, os mentores do tropicalismo deixam o país numa nave surreal que denominamos poeticamente de “nave louca” carregada de emoção. com ela vão-se as esperanças de desenvolvimento de um movimento cultural vanguardista. porém, sua partida serve apenas para que os novos frutos da tropicália ganhem força e ultrapassem as barreiras impostas pela repressão.
salve a tropicália e outros parangolés!
tropicália, uma revolução na cultura brasileira. o movimento que não terminou!

Regras para os compositores

1.respeitar o roteiro do enredo;

2.utilizar licença poética para destacar trechos importantes do enredo;

3.utilizar as músicas abaixo como referência: ( não é obrigatório)

a.pra não dizer que eu não falei das flores (geraldo vandré)
b.alegria, alegria (caetano veloso)
c.tropicália (caetano veloso)
d.proibido proibir (caetano veloso)

 

FANTASIAS


Não há conteúdo para este tópico



MAIS INFORMAÇÕES SOBRE G.R.C.S.E.S. ÁGUIA DE OURO
HISTÓRIA | CARNAVAIS | HINO | CURIOSIDADES

 


:: SASP - SOCIEDADE DOS AMANTES DO SAMBA PAULISTA ::
WWW.CARNAVALPAULISTANO.COM.BR
Copyright ©2000-2026 | Todos os Direitos Reservados