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::.. CARNAVAL 1995 - G.R.B.C. AFRO DE NAGÔ NA ARTE DO SAMBA................................
FICHA TÉCNICA
Data:  24/02/1995
Ordem de entrada:  7
Enredo:  Muda o Padrão Monetário, Mas Falta Zero no Meu Salário
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  BLOCOS - Especial
Classificação:  7º
Pontuação Total:  138,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  não consta
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  não consta
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITOR: LUIZ "BARRIGA"

 

CANTA MEU BRASIL CRIANÇA

A CHAMA DA ESPERANÇA

RELUZ BEM MAIS QUE O VIL METAL

CONTAM... QUE A COROA EM PRIMAZIA

FEZ SURGIR LÁ NA BAHIA

A CASA DA MOEDA NACIONAL

NA PRODUÇÃO DO OURO O BRAÇO FORTE

DESCOBRIU A TODA SORTE

RIQUEZAS DO TEU MUNDO MINERAL

MINAS... SALVADOR E RIO DE JANEIRO

JÁ SE CONVERTIA EM DINHEIRO

OURO COMO LASTRO IMPERIAL

 

MIL-RÉIS... DESDE O TAL MIL-RÉIS

A INFLAÇÃO FAZ PARTE DA HISTÓRIA

O QUE ROLOU DE ZERO É BRINCADEIRA

SINTOMA DO JEITINHO À BRASILEIRA

 

E DE CRUZEIRO A CRUZEIRO NOVO

TOSTÃO FURADO À BOA FÉ DO POVO

VEM O CRUZADO: NOVAMENTE O POVO ENGANADO

E A CADA NOVO PLANO FRACASSADO

UM ZERO A MENOS NO MEU ORDENADO

EIS AGORA O REAL

TOMARA NÃO SEJA OUTRO CHOQUE FATAL

 

VEM AMOR... "PRA QUE DINHEIRO"

SE "NA MÃO É VENDAVAL"

ESSE TEU SORRISO DE CRIANÇA

É A ESPERANÇA DO MEU CARNAVAL.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Potiguar

 

O Brasil vive hoje mais uma tentativa de se acabar com a inflação, com a criação de uma nova moeda: o Real.

A nova moeda adota o nome de outra que circulou no tempo do Império e que acabou virando "mil-réis". Esperamos que desta vez o novo dinheiro consiga facilitar a vida do povo e não se transforme em mais uma frustração.

As primeiras moedas que a humanidade conheceu foram cunhadas pelos Lídios, na Pérsia Antiga, no século VI antes de Cristo. No Brasil foram feitas primeiramente pelos holandeses que ocuparam Pernambuco, em 1654, para o pagamento das tropas. A primeira Casa de Moeda no Brasil foi criada pela Coroa em 1694, na Bahia, que lavrou as moedas provinciais, de circulação exclusiva no Brasil. No reinado de D. João VI, a produção de ouro no Brasil fez com que se instalassem várias "Casas da Moeda" nas regiões mineiras, na Bahia e no Rio de Janeiro, que emitiam moedas de ouro, cuja cunhagem terminou já na República, em 1922.

Em 1942 Getúlio Vargas extinguiu o "mil-réis", implantando o Cruzeiro, que permaneceu até 1966, quando cortaram-se três zeros, criando-se o Cruzeiro Novo. No final do Regime Militar, novo corte de zeros, voltando o dinheiro a chamar-se Cruzeiro. Com a "Nova República" mais uma vez cortaram-se zeros, implantando-se o Cruzado, que também perdeu zeros, virando Cruzado Novo. No Governo Collor voltou a ser Cruzeiro, e com Itamar, mais uma vez perdendo zeros, virou Cruzeiro Real. Implanta-se, agora, o Real.

Nessa trajetória de Mil-réis a Real a moeda perdeu valor e quinze zeros, sempre a pretexto de se acabar com a inflação. Mas a vida do trabalhador permanece na mesma, porque os salários, da mesma forma, perderam zeros. O trabalhador recebe um, quando precisava de dez. Muda o padrão monetário, mas sempre falta zero no salário.

Ou como já cantava Chico Alves, num samba que marcou sua época "Tá faltando zero no meu ordenado".

 

FANTASIAS


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