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::.. CARNAVAL 1996 - G.R.C.S.E.S. UNIDOS DO PERUCHE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  17/02/1996
Ordem de entrada:  2
Enredo:  A Cor do Pecado - O Chocolate
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  Especial
Classificação:  5º
Pontuação Total:  284,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  não consta
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Nego Ivair e Marquinho Trindade
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

UNIDOS DO PERUCHE

COMPOSITORES: MINHO/ MARCINHO DO SWING DE FAMÍLIA/ DEMA DE OLIVEIRA/ VIRA MUNDO

 

Vem meu amor pra se perder

Toda cidade vai enlouquecer

"A cor do pecado"

Faz você sorrir

 

Adoçando a sua boca e balançando

A Peruche vem aí

 

No cacau eu fui buscar inspiração

Esse fruto que aos povos encantou

Quem provou sei que jamais vai esquecer

Seu doce aroma e o gosto do prazer

 

É preto é branco

Tá na boca do povão

É chocolate pra envolver seu coração

 

E no vai e vem desse pecado eu vou

Tantos delírios traz o seu sabor

Ilusão em um "Q" de aproximação

Me lambuzo com você e tudo pode acontecer

Eis aí a delícia que nos faz sonhar

Tem malícia nesse paladar

Vem provar

 

Vou extravasar

A minha emoção

Me enrosco nessa tentação.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor:

 

Há séculos atrás o "cacau" já era conhecido pelos Astecas, Incas e povos nativos da região, o fruto era utilizado por eles em forma de uma pasta feita da semente torrada e fervida em água, era usada como alimento ou remédio para vários males. A mistura tinha sabor amargo, então para diminuir o amargor os espanhóis acrescentaram a ela o açúcar e a baunilha, o que de imediato foi aceito e aprovado por todos os povos que utilizavam a mistura. Aparecia assim o chocolate para o mundo.

Devido ao comércio intenso entre Espanha e Inglaterra nessa época o chocolate chegou rapidamente aos ingleses e eles substituíram a água pelo leite e acrescentaram canela, fazendo assim a barra de chocolate, forma pela qual até hoje conhecemos essa delícia.

Aí veio a "gula" pecado tão condenado desde os primórdios pela Igreja que vivia nesta época o regime feudal e se sentiu muito ameaçada pela "cor" que levava o feudo a esse pecado, então para aplacar a consciência de quem não resistia ao seu paladar, passou a servir entre as cerimônias religiosas doses homeopáticas de calda de chocolate sob teto sacro, levando assim os fiéis a certeza do perdão. Difundindo então o chocolate pelos países em que estava presente.

O "cacau" passou a ser cultivado em várias regiões de clima quente, como a África e a Ásia. Os Árabes melhoraram a receita ainda mais, acrescentando diversas especiarias como o cravo à mistura.

Chegamos ao Brasil onde os indígenas da região Amazônica também conheciam a "pasta" de sabor amargo e como os outros povos, a utilizavam de diversas maneiras rudimentares, com a epopéia da industrialização do chocolate o cacau passou a ser muito conhecido dos baianos, nesse estado foi símbolo de riqueza e poder durante séculos gerando lutas sangrentas pela posse das terras, disputas políticas e exploração dos trabalhadores. Esses "frutos de ouro" deram poder e riqueza aos coronéis cacaulistas e inspiraram Jorge Amado em seus romances.

Com a industrialização surgiram várias formas, cores e tamanhos para a "cor do pecado" preto, branco, retangular, redondo, oval, coração, etc..., todos os povos do mundo aceitaram e se deliciam até hoje com esta maravilha que mesmo sem sabermos foi a nos presenteada pelos nativos outrora.

Os adultos não resistem ao seu aroma e sabor inconfundíveis. Qual a pessoa que não se sentira muitíssimo bem ao ser presenteada com chocolate, ou ainda ao se lambuzar neste prazer, delirar ao se transportar aos seus tempos de criança? - Tudo pode acontecer.

Ninguém resiste no calor a um delicioso sorvete de chocolate e no frio ao lado da pessoa amada um chocolate quente é sempre a melhor pedida, nos aniversários e casamentos o que não pode em hipótese alguma faltar? O bolo lógico, e assim sem as vezes percebemos o cacau está ao nosso lado no dia a dia, quando saímos de casa, quando chegamos, quando paramos nos cruzamentos das grandes cidades e a garotada vem nos vender aquele chocolate, fazendo todo o tipo de jogo para levarmos a sua mercadoria, mal sabem eles que estão propagando ainda mais o nosso pecado.

A "cor do pecado", é um jogo de palavras, que criamos para definir o chocolate, lógico que "pecado" não tem cor, é abstrato, mas no nosso caso para o chocolate ele se apresenta em mais de uma cor e seu gosto pode ser doce ou amargo.

Quanta magia e alquimia utilizamos desde os Astecas até hoje para aquele milk shake chegar geladinho na mesa da sorveteria, quanta sensualidade nos traz a morena faceira se deliciando com um picolé de chocolate, o cancioneiro popular já disse:

Esse corpo moreno

Cheiroso e gostoso que você tem

É um corpo delgado

Da cor do pecado

Que me faz tão bem.

Quanta malícia cabe neste pequeno gesto, quanta sedução passa a menina ao ser paquerada e presenteada com um bombom, é irresistível a aproximação. Não há gelo que não se quebre com uma caixa de bombons, a reconciliação é inevitável.

A Unidos do Peruche convida a todos os povos presentes ou não para "pecarem" juntos nesta inesquecível festa, onde as mais gostosas guloseimas serão servidas em forma de poesia.

 

FANTASIAS


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