
INTRODUÇÃO
Liberdade, bairro tradicional e até lendário desta gigantesca São Paulo.
Originada desde os distantes tempos do século XVI; com muitas histórias, muita vivência, dentro dos seus muitos anos de vida, merece sobre maneira ser lembrado o seu magistral e tão glorioso passado, e seu maravilhoso presente.
O PASSADO
Depois de seus campos haverem servido de roteiro para muitos Bandeirantes a caminho de Santos, depois de sua principal praça ter sido ponto de horríveis castigos tais como a forca, as chácaras dos Fagundes, as longas dimensões de terras de José Veloso de Oliveira, e terras de muitas outras famílias tradicionais, transformaram-se em 20 de dezembro de 1905 no bairro da LIBERDADE; Nome que conserva até a atualidade.
Por ser um bairro bastante próximo ao centro da cidade, sempre foi um bairro bastante populoso, pitoresco pelos casarões e sobrados, heranças dos tempos coloniais, que pouco B pouco foram se transformando em casas de cômodos, muito concorridas pela imensa população, que não pretendia de forma alguma arredar das proximidades do centro.
Suas modestas ruas sem nenhum calçamento, e com parca iluminação, tradicional pela simplicidade do seu povo, já naquele tempo vindos de várias partes do país, com suas festas, com suas alegrias, e uma irrequieta verve boemia, (coisa que até os dias atuais se conservam) assim, era muito natural as rodas de samba capoeira etc.
Com as tradicionais manifestações carnavalescas, as rivalidades entre Glicério etc.
A antiga praça da Liberdade, ostenta como ponto de relíquia e fé, a santificada CAPELA SANTA CRUZ DOS ENFORCADOS desde 1902, quando foi autorizada pelo bispo de São Paulo.
Assim, sem muita pompa, mas graciosamente repleta de inúmeras tradições, o bairro foi paulatinamente seguindo o seu rumo, com muita gente, muitas alegrias e muita coragem.
O PRESENTE
Foi mais ou menos por volta do ano de 1953, que de uma maneira bastante autêntica, começou o futuro.
Devido o assustador progresso, os casarões começaram a serem demolidos, e grande quantidade de pessoas, sendo obrigadas a se transferirem para outros bairros, alguns bem distantes do centro da cidade.
Então, da limitação dos pequenos botequins, e vendas (como eram conhecidas as mercearias e empórios) onde a população se abastecia, dos negros tão comum, dos italianos e portugueses, que faziam a vida do bairro, surge de maneira fantástica um novo elemento, "O povo ORIENTAL".
A princípio, não se pode dizer que a aceitação por parte dos que já residiam no bairro, e por consequência consideravam-se fundadores, e com direitos sem limites, tenha sido boa.
Mas o tempo, se encarregou de ajustar as coisas, e seus costumes, muitos dos quais bastante adaptados pelo povo.
Com um misto de negros, lusitanos, japoneses etc. parte o bairro para uma sólida e progressiva estrutura.
Desta forma, fluíram como por encanto altos comércios de exportação e importação, vendas de passagem turísticas exótica iluminação, monumentos que lembram bem a terra do sol nascente, enormes prédios comerciais e de apartamentos, festas religiosas e comemorativas do Japão etc.
Segundo uma estatística recente, é o bairro da Liberdade, a capital da amizade entre Brasil e Japão.
Pois quem transitar pelas principais ruas do bairro, tais como rua Galvão Bueno, Barão de Iguape, São Joaquim e outras, terá a nítida impressão de se encontrar numa cidade nipônica, pois sem sombra de dúvidas, e a Liberdade o local da maior concentrar de japoneses fora de seu país.
Aos domingos e em ocasiões festivas, a praça da Liberdade recebe os artesões numa feira típica de arte popular tanto japonesa como de outras partes, atraindo assim o turismo.
Hoje, o metrô o mais moderno meio de transporte de massas transita pelo bairro, as segundas feiras as rezas na Capela, a vida calma e gostosa; sem preconceitos de cor, de raça de ideologia religiosa, fazem do bairro da Liberdade, um ninho de tradições, tanto em seu passado como no seu tão espetacular presente, que nos faz antever, um maravilhoso futuro.
|